Conhecendo os deuses fálicos: ONÃ (ONAN)

Muitos de nós já ouviu por aí a palavra onanismo, e alguns até se dizem onanistas. Mas, afinal de contas, o que isso que dizer? Geralmente associado ao ato de ser masturbar, o significado de onanismo vai além, estando ligado, principalmente, ao coito interrompido. 

A origem da palavra é bíblica, derivada de Onã. Citado no livro de Gênesis, Onã foi filho de Judá, irmão mais novo de Er, neto de Jacó. Seu irmão casou-se com Tamar, porém foi executado por Deus (o motivo não e mencionado) sem deixar descendentes. Desse modo, Onã deveria casar-se com sua cunhada, e o filho do casamento seria herdeiro de Er. Porém, segundo as escrituras, se não nascesse um filho oriundo do casamento, a herança de Er ficaria toda para Onã. Desse modo, todas as vezes que mantinha relações sexuais com sua esposa, Onã retirava seu pênis e ejaculava no chão. O livro cita "quando possuía a mulher de seu irmão, derramava o sêmen na terra, para não dar descendência a seu irmão“. É o primeiro relato de coito interrompido da história. Essa passagem foi interpretada por muitos anos pelas religiões como DERRAMAMENTO DE SÊMEN, e associado a masturbação, que também derrama o sêmen evitando a fecundação. 

As diversas religiões interpretam Onã de formas diferentes. Para alguns protestantes, Onã foi morto por Deus por não dar descendentes a seu irmão. Alguns católicos divergem, pois acreditam que a pena de Onã não foi a morte, e sim a humilhação pública por desperdiçar seu esperma na terra. 

Com o tempo, a associação à masturbação foi superando a associação ao coito interrompido. Isso porque a masturbação nada mais seria que o derramamento e desperdício de sêmen, a recusa em procriar. E a pena aos que praticavam o Onanismo passava pela humilhação pública, sendo considerada muitas vezes vergonhosa. Na Idade Média, era atribuída aos pecadores e muitas vezes considerada doença. Na Idade Moderna, considerada pecado grave, tendo surgido aqui o anel de castidade Kali, envolto em torno do pênis, possuindo alguns dentes que fincavam no orgão quando ele endurecia. 

Ainda hoje a visão não é muito diferente, pois o homem que pratica a masturbação é considerado um fracassado, que não consegue sexo (mesmo que todos pratiquem, mas ainda sem a coragem de se expor).

Onã, ao contrário do que muitos pensam, não é um personagem masturbador, mas sua associação tardia à masturbação o tornou um dos deuses fálicos, e um dos personagens santificados pelo Falicismo mais celebrados. A desobediência de Onã em manter relações sexuais e não procriar demonstrava uma tendência em adorar o seu falo, cedendo as suas vontades, mesmo não permitindo que cumprisse "sua função". Onã é um ponto importante dentro do Falicismo, pois mostra que temos como instinto ceder aos desejos de nossos falos, e sempre que derramamos nosso sêmen estamos apenas seguindo as ordens desse pequeno deus que habita entre nossas pernas. 

Sempre que te masturbas e gozas fora de uma vagina, é Onã que está sendo louvado.






Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O FALICISMO

O falicismo, a masturbação e a ejaculação