EXERCENDO O FALICISMO PARTE 1 - O FALO NA PRÉ-HISTÓRIA

Desde o começo da humanidade o pênis é mais do que uma parte do corpo masculino. Já na pré-história o órgão masculino tinha uma representatividade simbólica para os humanos. Durante milênios, a participação do homem na procriação foi ignorada. A vida começava nos elementos da natureza e então era soprada no ventre da mulher. Quando o homem começou a domesticar animais, descobriu-se a importância masculina na procriação, e o seu órgão passou a ser o fertilizador da vida na Terra. Com isso, o pênis começou a ser representado artisticamente, e venerado como o grande responsável pela criação. Imagens de pênis são encontradas nas paredes de cavernas oriundas do paleolítico (primeiro período da pré-história, compreendendo entre 2,7 milhões e 10 mil anos atrás). Já no período neolítico, o pênis era representado na forma dos megálitos, monumentos de pedras erguidos à época. Nesse período, o homem começa a desenvolver a agricultura, o que reforça a ideia de que o pênis já era considerado um órgão fecundador da terra. Desde então, as práticas sexuais, com grande destaque para o pênis, foram marcadas em rochas ficando para a eternidade, sendo encontradas em sítios arqueológicos de todo o mundo. Segundo algumas imagens rupestres podem sugerir, grupos de caçadores e coletores se reuniam em festas e encontros periódicos, onde alguns membros inclusive se relacionavam sexualmente. Apesar de relações heterossexuais serem relatadas em ocorrências arqueológicas, a preferência dos registros parece ser de relações homossexuais, o que reforça a ideia de que o pênis já era cultuado a época, devido sua evidência nas representações. Noruega, Espanha, Peru, Egito, Zimbábue e Grécia são exemplos de nações com sítios arqueológicos com tais representações. A figura abaixo possui duas representações: uma encontrada na Suécia, onde tem-se dois homens com pênis gigantes e eretos representados; outra provavelmente registros de uma relação heterossexual encontrada em sítios arqueológicos na Austrália, onde chama atenção a representação do pênis. Apesar dos registros rupestres retratarem quase sempre relações sexuais, a ênfase dada ao pênis causa muita curiosidade. Havia alguns artefatos atribuídos a representação das mulheres, porém a figura do órgão masculino era mais comum. Objetos fálicos de marfim ou ossos foram encontrados e sugere-se que seus usos eram para inserção anal e vaginal. Mas as representações fálicas iam além do cunho sexual, sendo expostos principalmente como armas em situações de guerra. O curioso é que a maioria das representações fálicas é do pênis em estados de repouso. Das 702 imagens fálicas encontradas nos sítios arqueológicos de todo o mundo, apenas 27 apresentam o pênis ereto. Registros fálicos também foram encontrados no sítio arqueológico do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí. Algumas em contexto sexual, porém sempre com um grande pênis em evidência. Outra curiosidade dos registros é a ausência de relações heterossexuais, sugerindo que homens se reuniam para práticas envolvendo a veneração do falo. 







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